Começa o 10º Congresso Estadual do SINTEPE

Para debater democracia, direitos sociais e valorização profissional, educadores eleitos nos locais de trabalho, ou em plenárias, reuniram-se no 10º Congresso Estadual de Educação do SINTEPE, em Gravatá.

A atividade que começou nesta quarta-feira (9) vai até sábado (12), conta com mais de 600 delegados e tem como um dos objetivos retirar as bandeiras de luta para ser vivido nos próximos dias.

Na abertura, os participantes ouviram grupos artísticos das escolas estaduais que trabalham com a arte como formadora da identidade de sujeitos/cidadãos. O Grupo de Percussão Raízes do Rubem, Grupo Alma Núcleo de Dança e o Projeto Nação Porto Mix foram os responsáveis em enfatizar a cultura nordestina através da apresentação do Maracatu, arte mambembe e entoação do Hino do Brasil e de Pernambuco em ritmo tipicamente regional.

Terminada a parte cultural, a mesa política de abertura do Congresso foi formada por representantes de 15 entidades. A Secretaria de Educação foi convidada, mas nenhum representante compareceu. O presidente do SINTEPE, Fernando Melo enfatizou que esta discussão se faz em um momento oportuno na história do país, e que a categoria ao participar maciçamente da atividade demonstra o comprometimento que tem em levar a luta adiante, dialogando com os objetivos do Congresso que também é traçar estratégias de intervenção junto aos trabalhadores em educação no atual cenário político e sinalizar para a construção de bandeiras de luta juntamente com a contribuição das forças políticas que compõem o sindicato.

O representante da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco (UMES), Lucas Vinícius, destacou que a educação deve ser pública e de qualidade para todos e desafio os representantes políticos a participarem de espaços de debate como este Congresso do SINTEPE.

Logo depois, representando a Comissão de Educação da ALEPE, a parlamentar  Teresa Leitão, pontuou a importância do sindicato realizar regularmente Congressos e Conferências. Ela ainda lembrou que é um desafio debater democracia quando a sociedade vive um golpe, falar dos direitos sociais quando existe a PEC 55 que extingue uma parte deles e discutir valorização profissional quando o que existe é desrespeito em relação aos acordos. Para a parlamentar “Devemos usar como nunca nosso exercício profissional. O posicionamento político é necessário neste momento em que precisamos ocupar, lutar e continuar educando”, enfatizou.

Para o presidente da CNTE, Roberto Leão o apoio aos alunos das escolas ocupadas em Pernambuco, deve continuar, e isso mostra que o que está sendo feito pelos trabalhadores vem surtindo efeito. “Educação é disputa de projeto e o SINTEPE vem contribuindo para a construção desse projeto que faz parte da construção da história”, sublinhou Leão. No primeiro de atividade, os participantes do 10º Congresso Estadual de Educação do SINTEPE, conheceram com mais profundidade e aprovaram o regimento interno.

Além do SINTEPE participaram da mesa de abertura representantes da CNTE, CUT, CTB, Conselho Estadual de Educação/CEE, Fórum Estadual de Educação/FEE, Fórum Nacional de Educação/FNE, Comissão de Educação da Alepe, Associação de Mães, Pais e Alunos das Esc olas Públicas/Ampa, União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas/UMES, União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco/UESP, Partido dos Trabalhadores/PT, Partido Comunista do Brasil/PCdoB e Conlutas.

Fotos: João Carlos Mazella