A Situação dos(as) profissionais da educação durante a pandemia é tema de live

 

A pandemia do novo coronavírus trouxe à tona diversos aspectos do debate sobre a saúde de toda a comunidade escolar, não só estudantes e professores(as), como também funcionários(as) das escolas das redes estaduais e municipais do ensino público. Esse foi o tema da live da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) da última terça-feira  (07/7), retransmitida pela Página do Facebook do Sintepe.


 

Para participar da conversa on-line foram convidados os debatedores Marcelo Chagas, jornalista e consultor político e Fátima Cleide, ex-senadora da República (PT/RO 2003-2011) e trabalhadora em educação. A mediação ficou por conta de Zezinho Prado, Secretário de Funcionários da Educação da CNTE.


O debate tratou primeiramente da invisibilidade dos funcionários(as) que atuam nas escolas públicas e são sujeitos importantes no andamento do ano letivo no calendário escolar. No ponto de vista do comunicador Marcelo Chagas, faltam garantias para a execução do trabalho destes(as) funcionários(as). “A escola está ali e continua sendo habitada por funcionários que não podem deixar a máquina parar. Continuamos com um grande desafio que é garantir os direitos desses funcionários”, ressaltou Chagas. “A invisibilidade persiste, apesar de todo o trabalho que fizemos ao longo dos anos”, acrescentou Fátima Cleide.


Na opinião de ambos, como não existem garantias sanitárias, esses(as) trabalhadores(as) acabam se sujeitando aos perigos que a pandemia oferece nesses tempos onde é necessário o isolamento social como forma de preservação da vida. Os debatedores ainda afirmaram que, no momento, são poucos os que estão fora das escolas, como por exemplo, pessoas de grupos de risco. “Muitas escolas não têm água, imagine os demais equipamentos de proteção contra o coronavírus”, lembrou o consultor político Chagas. Os debatedores citaram caso de funcionários(as) que são obrigados a irem trabalhar e se sujeitam ao risco por medo ou receio de perderem seus empregos.


Também discutiu-se o processo de eleição dos(as) diretores(as) das escolas públicas no país. “Muitas lutas e debates precisam tomar corpo e ganhar conhecimento público. Por isso, passam pelo silenciamento”, garantiu Marcelo. A live também lembrou da importância de aprovação do Fundeb e ressaltou o protagonismo do Poder Legislativo nessa pauta.


Tanto para Cleide como para Chagas a atuação do Governo Federal é um "projeto genocida", que exclui as mais urgentes demandas da população brasileira para dar atenção e prioridade ao grupo que se abriga no guarda-chuva do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido).

 

Para assistir a live completa, clique neste link: https://www.youtube.com/watch?v=-TG7rALXjHg

 

 

Texto: Ernandes Tavares

Edição: Jônatas Campos