Eleição cada vez mais acessível


Neste ano, as eleições do Sintepe foram marcadas por um avanço no quesito acessibilidade. Com o objetivo de fazer um sindicato para todos, as cédulas de votação tiveram seu conteúdo repassado para o Braile, sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão. 

 

As pessoas com surdez ou com dificuldade auditiva também foram contempladas durante o processo eleitoral e tiveram uma chamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Em um vídeo de 39”, a professora Deyse Franciane Costa de Deus, professora intérprete da Escola Estadual Murilo Braga, localizada em Jaboatão dos Guararapes, convidou toda a categoria para participar das eleições através da língua dos sinais.

Como forma de firmar uma posição contra qualquer tipo de violência, o Sintepe fez referência aos 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero. Todos os crachás distribuídos no dia da apuração das eleições estavam na cor lilás e com a frase Por um mundo de igualdade contra toda forma de opressão, como forma de protesto e de adesão à causa.

Além disso, as duas chapas definiram que, durante a apuração, qualquer menção ou discurso de ódio expresso nas cédulas o voto em questão seria automaticamente anulado. A postura tem como objetivo coibir qualquer forma de agressão e educar os sócios sobre a importância de uma sociedade acessível e respeitosa.