Sintepe inicia Conselho de Representes com debate sobe cenário político


O Sintepe iniciou hoje (20) o seu Conselho de Representantes. O evento está sendo realizado no Centro de Formação e Lazer do Sindsprev, no Recife, e tem como objetivo discutir o cenário político atual com os representantes da categoria, realizar um planejamento das atividades do sindicato e construir a Pauta de Reivindicação da Campanha Salarial Educacional 2018, que será aprovada na Assembleia Geral pela categoria.


O evento foi aberto pela mesa de Análise da Conjuntura com a professora Mª das Graças Costa, Secretária de Relações de Trabalho da CUT Nacional. Em seguida, os representantes discutiram a Pauta de Reivindicação da Campanha Salarial Educacional 2018.

A palestrante iniciou sua análise relembrando fatos que antecederam o golpe e avaliou que, em 2014, os trabalhadores tiveram uma grande derrota: não ter elegido um parlamento que tivesse consonância com projeto eleitoral dos trabalhadores. Com o golpe, Dilma foi retirada da Presidência e consequentemente as medidas neoliberais avançaram no País. Diante desse cenário de retrocesso, a principal preocupação da CUT Nacional atualmente é barrar a Reforma da Previdência e anular a Reforma Trabalhista.

A professora Mª das Graças Costa lembrou ainda que há em curso a Reforma do Ensino Médio, a Lei da Mordaça e o ataque aos direitos das mulheres, aos negros e às negras, à comunidade LGBTs. “Existe um ataque às estatais, à Petrobras, à Eletrobras, o que é bastante grave porque se eles privatizarem todo o nosso parque de energia, a nossa água vai junto”, alertou. Para a trabalhadora, o que existe hoje é uma desestruturação do Estado brasileiro.

No cenário político global, países como Peru, Alemanha, Portugal e Espanha já aprovaram as reformas Trabalhista e Previdenciária e hoje avaliam que essas mudanças não trouxeram ganhos para a população. A Alemanha, por exemplo, avalia que a Reforma não foi positiva para o país, pois não trouxe emprego para a população e sim a precarização do trabalho.

A Secretária de Relações de Trabalho da CUT Nacional trouxe um dado da ONU que afirma que, se todas as medidas deste governo forem aprovadas, a população brasileira estará mais empobrecida do que no ano de 2002, época em que o país estava inserido no Mapa da Fome.

Como resistência, Maria das Graças acredita que a população deve se mobilizar nos municípios e pressionar os deputados para que a Reforma da Previdência não seja aprovada. No campo político, a palestrante afirma que é necessária a unificação das esquerdas para frear esse avanço neoliberal no Brasil. “É hora de recuperar o passo antes que eles nos atropelem”, destacou.

Agenda – De acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, o debate sobre a Reforma da Previdência está previsto para ser realizado no dia 5 de fevereiro e, no dia 19 de fevereiro está prevista a votação da matéria. Segunda a palestrante, está prevista uma grande greve nacional no dia da votação da Reforma da Previdência.