Contra o Feminicídio e pela Educação de Gênero nas escolas


Esta semana foi marcada por cenas e notícias que não nos deixam esquecer que Pernambuco
ocupa a 17ª posição no ranking nacional de violência contra a mulher em taxas de homicídios, segundo o Atlas da Violência de 2017. De acordo com dados oficiais, foram 268 mulheres assassinadas no Estado até novembro de 2017, e mais de 27 mil mulheres vítimas da violência doméstica e 89 mulheres e 128 crianças, hoje abrigadas em casas de proteção do Estado, além de 1.739 mulheres estupradas. 

 

São tantas Remís, Marcelas, Raphaella, Kellys, Camilas, Allanas que são assassinadas diariamente, pelo fato de serem mulheres. O Feminicídio explica a violência brutal a que são submetidas nossas mulheres e meninas no Brasil e no mundo. No ano da aprovação da Lei do Feminicídio (no 13.104/2015), foram registrados no Brasil, entre 2010 e 2015, 4.621 assassinatos e a cada 12 minutos uma mulher sofre algum tipo de violência. A sociedade e o governo não podem ignorar o Feminicídio e as diversas violências contra as mulheres, sendo urgente a implementação de políticas públicas de prevenção e combate a todas as formas de violências de gênero em Pernambuco.

O papel das políticas educacionais na sociedade e nas escolas, na perspectiva de uma educação humanizadora comprometida com a eliminação de todos os tipos de desigualdade, assume um papel fundamental para que crianças, jovens e adultos possam conviver numa sociedade na qual os direitos de homens e mulheres estejam garantidos e principalmente para que meninas e mulheres possam viver sem medo, sem violência e em segurança.

Em tempos sombrios de negação do papel constitucional da escola e de propostas proibitivas da discussão de Gênero na Educação que corroboram para o aumento da violência contra as mulheres, o compromisso dos Trabalhadores em Educação e da escola pública devem se nortear pelos Fins da Educação Nacional, segundo a LDB, que se inspira nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana e tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando e seu preparo para o exercício da cidadania.

Nesse contexto, a educação assume um papel estratégico nas políticas de prevenção, sobretudo por sua responsabilidade na garantia dos objetivos e princípios fundamentais da República Federativa do Brasil de construir uma sociedade livre, justa, solidária e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, bem como a cidadania e a dignidade da pessoa humana.

Por uma educação humanizadora, reafirmamos o compromisso com a luta pela vida das mulheres!!!!