QUEM LIBERTA NÃO PODE SER PRESO


Você, com seu jeito simples e comprometido com os sem vez e voz, em um momento de sua intervenção na Pré-Conferência Nacional de Educação 2008, falava para quase duas mil pessoas sobre a necessidade de qualificar a educação brasileira e valorizar o (a) professor (a) do Brasil com um piso que fosse implantado e respeitado em todo recanto do país. Era preciso, porém, que o (a) professor (a) apresentasse uma proposta urgente ao MEC, para se tornar um Projeto de Lei, que ele se comprometeria em agilizá-lo politicamente para sua aprovação.

No final de sua fala, na Conferência, ao passar o microfone para o mestre cerimonial, não me contive e gritei: Senhor Presidente, como fica a valorização e formação dos (as) funcionários (as) de escola? Em um gesto de humildade, parou, estendeu a mão, pegou mais uma vez o microfone da mão do mestre cerimonial, inclinou o corpo para mesa e disse: Haddad, quero que você trabalhe em um projeto de profissionalização e valorização para os (as) funcionários (as) de escola, urgente. Fechou sua participação dizendo: se mobilizem. Fizemos uma grande mobilização, visitamos os 81 gabinetes de senadores e senadoras e 513 gabinetes de deputados e deputadas federais.

O Brasil se mexeu e aconteceu a maior vitória conquistada pelo segmento, que até aquele momento era invisível nos espaços da escola. Portanto, nasceu a Lei nº 12.014, homologada no dia 6 de agosto de 2009. A partir dessa homologação, você, Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, libertou do anonimato mais de um milhão de funcionários (as) de educação.

Não podemos esquecê-lo. Você ouviu nosso grito e nos atendeu. Nós queremos colocar nossa voz para gritar por sua liberdade e nossos votos para reelegê-lo Presidente. Estamos juntos nessa luta!

João Alexandrino