Trabalhadores discutem estratégias e planos de luta para próximas eleições



Durante Plenária Interestadual Nordeste II, sindicalistas conheceram a Plataforma da CUT – Eleições 2018 e definiram o dia 10 de agosto como o Dia do Basta.   

 

A Plenária Interestadual Nordeste II da Central Única dos Trabalhadores (CUT) estava agitada naquela segunda-feira (09). As caravanas que chegavam traziam companheiros e companheiras de luta de estados diferentes e eram recebidos com alegria e entusiasmo. Naquela ocasião, representantes de seis estados nordestinos se reuniram para discutir agenda de lutas da CUT e dos movimentos sociais em defesa de direitos civis e do ex-presidente Lula, que no domingo (8) conquistou o direito de solto após a assinatura de um alvará, mas - mais uma vez – as atitudes questionáveis do sistema judiciário brasileiro impossibilitaram esse direito ao ex-presidente.

Pela manhã, a discussão foi realizada no auditório do Sindsprev, no bairro da Boa Vista, no Recife. Durante a mesa de abertura, foi composta e todos os presentes foram saudados. Em seguida, a plenária deu início à discussão sobre o contexto político local com Carmem Foro, Vice-Presidente da CUT Nacional, e Bruno Ribeiro, Presidente do PT-PE. De acordo com Ribeiro, os trabalhadores brasileiros conseguiram abrir uma brecha em 2002 quando elegeram o Presidente Luís Inácio. O país, que sempre foi governado pelas elites, tinha agora um representante do povo no mais alto cargo político do País. A mudança trouxe mudanças para a vida da população, como o aumento do emprego e programas e projetos nas áreas de saúde, moraria, educação.

Com o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, um ciclo foi interrompido e a elite com a ajuda do judiciário conseguiu barrar o projeto político de inclusão e as medidas que possibilitaram melhoria na vida da população foram sendo retiradas. “O Judiciário está fazendo o papel de servir aos interesses do capital nacional e internacional e de retirar direitos. A decisão de ontem (domingo) só poderia ser anulada em colegiado. Aquilo que vimos foi uma chicana”, disparou Ribeiro.

Carmem Foro, vice-presidente da CUT, reafirmou o golpe sofrido pela democracia em 2016 e afirmou que a classe trabalhadora deve se unir para restabelecer seus direitos e a soberania da nação. “Estamos vivendo uma profunda luta de classe e nesse aspecto os jovens, negros e as mulheres são os mais prejudicados com a derrubada de direitos”, afirmou Foro.

Nesse sentido, as eleições são estratégicas para a classe trabalhadora, pois é o momento de alterar o quadro de parlamentares e a oportunidade de fazer Lula Presidente, para que todas as medidas de Temer de retirada de direitos sejam revogadas. Nesse propósito, a CUT lançou durante a Plenária a Plataforma da CUT – Eleições 2018, um documento que reúne propostas de políticas públicas baseados no tripé da democracia, direitos e soberania. O documento está em discussão e posteriormente será entregue aos candidatos à Presidência da esquerda.

As centrais sindicais, inclusive a CUT, organizarão ainda uma grande paralisação nacional para refirmar a sua posição sobre o cenário atual: é o Dia do Basta, que está previsto para o dia 10 de agosto. “Basta de Reforma da Previdência, basta da reforma trabalhista, basta de tirar direitos da classe trabalhadora e de tirar a soberania do nosso povo”, explicou Paulo Rocha.

Fotos: CUT Pernambuco