Trabalhadores/as dizem basta de retrocesso amanhã (10)


As Centrais Sindicais e os movimentos sociais vão às ruas, nesta sexta-feira, 10 de agosto,
para dizer basta de retrocesso. O movimento chamado de Dia Nacional de Mobilização e Paralisações ocorrerá em todo o País e, no Recife, as centrais e os movimentos sociais marcaram a concentração do ato às 15h, na Praça do Derby, que será seguido por um ato de protesto.

A mobilização tem como objetivo defender o emprego, a aposentadoria e os direitos trabalhistas e terá a participação de várias categorias de trabalhadoras e trabalhadores, organizações de mulheres, estudantis, negros, LGBT e populares. As Centrais produziram um material de divulgação padronizado, que está sendo reproduzido pelos Sindicatos, Federações e Confederações. As entidades sindicais pernambucanas estão panfletando pelos principais corredores do centro do Recife, convocando a população para participar e ampliar as manifestações. Haverá panfletagem hoje (9) no Metrô, na Estação Recife, às 17h.

De acordo com Hemilton Bezerra, representante da CTB, os retrocessos são muitos: desemprego, o aumento do gás de cozinha, a retirada de direitos, queda em 10% do PIB brasileiro e as centrais sindicais estão reagindo a esse retrocesso através de ações conjuntas. Paulo Rocha, Presidente da CUT-PE, convocou todas as categorias a paralisarem as suas atividades amanhã e a participarem do ato do Dia Nacional de Mobilização e Paralisações. "O Dia do Basta também reivindica a revogação da Emenda 95, que retira recursos da educação, e alerta sobre o quantitativo de 27,7 milhões de pessoas que estão desempregadas ou com subemprego atualmente no Brasil", pontual Rocha. 

Em junho, as centrais aprovaram uma "agenda prioritária da classe trabalhadora", com propostas para o próximo governo. O documento foi entregue a candidatos e líderes partidários. Entre as pautas, os trabalhadores protestam contra a política de preços da Petrobras e o aumento do gás de cozinha, os cortes pelo governo Temer nas políticas sociais e a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu direito de concorrer à Presidência da República nas eleições de outubro. As entidades querem ainda a revogação da Lei 13.467, de "Reforma" Trabalhista, e da Emenda Constitucional 95, que congela gastos públicos por 20 anos.