Docentes pernambucanos podem colaborar com pesquisa nacional sobre sexualidade nas escolas


O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convidam os/as professores/as a participarem da pesquisa sobre educação em sexualidade nas escolas do Ensino Fundamental I. A pesquisa é online, o questionário é simples, objetivo e leva de 25 a 30 minutos para responder. Quem quiser colaborar com a pesquisa nacional precisa encaminhar o questionário respondido à Secretaria Geral do Sintepe até sexta-feira, dia 15 de março. 

O trabalho acadêmico visa compreender quais são os conteúdos em sexualidade abordados nas séries do Ensino Fundamental I, as metodologias mais utilizadas e os principais entraves que dificultam o trabalho em sala de aula. A pesquisa faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do curso de Licenciatura em Pedagogia, de Marcos Ribeiro, sob a orientação da Professora Sandra Sierra, do Centro Universitário UniCarioca (Rio de Janeiro / RJ). “O resultado do questionário pode contribuir para o desenvolvimento de projetos nesta área e para a redefinição de outros, a elaboração de material educativo e políticas para o trabalho de educação em sexualidade com crianças e adolescentes e a implementação da educação continuada para educadores e todos os atores sociais da escola”, explica Marcos Ribeiro, acadêmico do Curso de Pedagogia.

A investigação dará origem a um novo livro a ser publicado. De acordo com os pesquisadores, a pesquisa se destina aos/às professores/as do 1º ao 5º ano, que atuam em sala de aula, da rede pública municipal e/ou estadual. “Estes não necessariamente precisam ser filiados ao sindicato”, explica o acadêmico.

De acordo com Fátima Silva, Secretária Geral da CNTE, e Gilmar Soares Ferreira, Secretário de Assuntos Educacionais da CNTE, é sabido que muitas crianças e adolescentes sofrem abusos sexuais diários. A escola é um espaço de curiosidade, onde as crianças depositam confiança nas professoras e que perguntas são naturais e serão feitas em sala de aula. “Tratar de educação sexual em sala de aula de forma adequada, respeitando a idade de cada estudante, contribui na prevenção de doenças e minimiza o risco de gravidez precoce. Além disso, ajuda as crianças a identificarem o que é e como denunciar um abuso sexual”, refletiram os secretários da CNTE.

CNTE - Além das tantas lutas em defesa da educação pública de qualidade e pela liberdade de cátedra, atua também com o Projeto DST/AIDS, a CNTE observa que a sistematização dos dados desse trabalho em uma publicação possibilite o aprofundamento no tema para construir, juntamente com educadoras e educadores, políticas educacionais que possam orientar uma melhor atuação nessa área. Essas políticas são fundamentais para fortalecer a luta da CNTE e suas entidades em defesa da escola pública de qualidade e da livre docência, combatendo efetivamente o cerceamento de professoras e professores, especialmente com a proposta do projeto “Escola sem Partido”.

 

Compartilhem e respondam o questionário

Questionário da Pesquisa