Educação pode fazer greve nacional se reforma da Previdência passar na CCJ



Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação fez o anúncio em audiência pública na Câmara

O Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo Filho, anunciou, nesta quinta-feira (4), que a entidade prepara uma greve nacional dos professores para 15 de maio, caso a proposta de reforma da Previdência (PEC 6/19) seja aceita pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. A CCJ deve votar a admissibilidade da PEC 6/19 até o próximo dia 17.

“É necessário retirar essa reforma ou não deixar passar na Comissão de Constituição e Justiça”, disse o presidente da CNTE, que apontou prejuízos especialmente para as mulheres. “Não retirando a proposta, no dia 15 de maio, vamos parar todo o País, na perspectiva de avançar pela justiça e pelos direitos dos profissionais da educação.”

Araújo Filho participou de audiência pública na Comissão de Educação que analisou o impacto das mudanças nas aposentadorias dos professores propostas pelo governo Jair Bolsonaro. Durante o debate, sugerido pela deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) e com participação de internautas, convidados afirmaram que a reforma é injusta com a categoria, que enfrenta salários baixos e condições de trabalho ruins.

Confira como foi o debate na Comissão de Educação