Demandas dos(as) professores(as) das ETEs serão enviadas para Mesa de Negociação

O Sintepe realizou, ontem (09), uma plenária com os professores e as professoras de Escolas Técnicas Estaduais (ETEs) e, junto com eles, deliberou pela elaboração de um documento com todas as reivindicações e denúncias apresentadas pelos/as trabalhadores/as e que será levado para a Mesa Específica de Gestão e Acompanhamento de Carreiras.

De acordo com dados do governo, Pernambuco tem 44 ETEs que disponibilizam 35 tipos de cursos de educação profissional, na modalidade integrado (junto com o Ensino Médio), subsequente (para alunos já formados) e os cursos técnicos ofertados à distância. Os profissionais que atuam nessas unidades de ensino têm relatado diversos problemas. Um deles diz respeito à carga horária. "Muitas vezes, no curso noturno, a aula da noite é de uma hora relógio, o que está em desacordo com o Estatuto do Magistério, que são 40 minutos hora/aula. Isso tem impacto na jornada do professor e da professora", lembrou Valéria Silva, vice-presidente do Sintepe.

 

Com o crescimento da rede, muitos direitos não estão sendo observados, como ficou constatado nos depoimentos. "Por exemplo, a jornada de trabalho de 150 horas/aula, que significa 20 aulas/regência por semana e em praticamente todas as escolas isto está sendo descumprido", disse Ivete Caetano, diretora do Sintepe.

Os/as profissionais que atuam nas ETEs repassaram para o Sindicato que os bacharéis aprovados/as para as Escolas Técnicas e que não tem Formação em Licenciatura, por força da lei, terão de fazer uma complementação pedagógica, mas, muitas vezes, essa formação não tem sido ofertada de forma condizente com a jornada. “A Formação Continuada em Serviço é quase inexistente”, reforçaram os/as profissionais. O Sintepe reivindica que essa formação seja ofertada pelo Estado. Os/as professores/as também pleiteiam participar da formulação das Ementas dos Cursos. Poucos computadores, salas com excesso de estudantes, segurança e outros temas permearam a plenária.