Educação diz não à Reforma da Previdência em mais um Tsunami



A Educação irá às ruas na próxima terça-feira (13) para reafirmar sua posição contra a Reforma da Previdência. Em Pernambuco, o Tsunami da Educação se concentrará na Rua da Aurora, em frente à Escola de Referência em Ensino Médio Ginásio Pernambucano, no centro do Recife, a partir das 14h. A Marcha nos Municípios em defesa da Educação Pública e contra a destruição da aposentadoria será realizada em todas as 27 capitais brasileiras.

Esse 3º grande ato da Educação está sendo puxado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), pelas centrais sindicais e pelo movimento estudantil.  Assim como os demais atos, a paralisação tem como objetivo repudiar os cortes da Educação. Enquanto os/as estudantes veem suas instituições sofrendo repetidos cortes no orçamento, o Governo Bolsonaro libera R$ 926 milhões da Educação que seriam destinados ao apoio à Educação Infantil, concessões de bolsas na educação superior e básica e apoio ao funcionamento de instituições federais de ensino para pagar emendas parlamentares àqueles que disseram, sim, à Reforma da Previdência.

Reforma da Previdência - Se aprovada, os/as docentes que iniciarem sua carreira após aprovação só poderão se aposentar depois de cumprir os requisitos de idade mínima de 60 anos para homens e 57 anos para mulheres, e 25 anos de tempo de contribuição. Para os professores e professoras em exercício, as regras de transição estabelecem idade mínima de 51 anos para mulheres e 56 anos para homens, acumulada com tempo de contribuição mínimo de 25 anos para mulheres e 30 para os homens. Atualmente, os professores não possuem idade mínima para se aposentar.

A oposição conseguiu reduzir os danos do projeto apresentando um destaque à emenda que reduz a idade mínima dos professores na regra de transição. Com isso, o texto aprovado prevê que professores com 55 anos e 30 anos de contribuição e professoras com 52 anos e 25 anos de contribuição poderão se aposentar com 100% da média das contribuições (INSS), desde que exerçam um pedágio de 100% do tempo de contribuição que falta para atingir os respectivos 30/25 anos.

Com informações da CNTE e dados da Folha de São Paulo