Sintepe realiza VIII Encontro pela Diversidade Sexual debatendo formas de combater a "LGBTfobia"

 

 

Ajudar para que a escola reconheça a diversidade dentro de suas salas e corredores. Acolher de forma correta estudantes que estejam passando por formas de violência. Preparar professores e professoras em sala de aula a identificar e evitar a "LGBTfobia" e outros crimes relacionados ao preconceito contra pessoas LGBTI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Intersexo e demais variantes). Esses foi um dos objetivos buscados no VIII Encontro pela Diversidade Sexual LGBTI+ do Sintepe, ocorrido nesta quinta-feira (5). No momento de capacitação e de debates, também foi retomado o Coletivo LBGTI+ do Sintepe.

 

"Importante que o Sindicato chame estudantes e professores para discutir essas questões. A gente compreende que o que há na sociedade, há na escola. Então, se na sociedade essas questões existem, é necessário também que a escola visibilize e reconheça essas identidades", lembrou o professor Carlos Tomaz, coordenador Nacional da Rede Afro LGBT e professor de Letras.

Carlos ajudou na compreensão de diversos termos jurídicos como a diferença entre "injúria racial" e "racismo". Ele explicou que injúria seriam, por exemplo, os apelidos como chamar alguém de "macaco" ou dizer que tem "cabelo de bombril". Já o crime de racismo se configura em diversas formas, como por exemplo, impedir que uma pessoa negra utilize o "elevador social". Comparando com crimes de LGBTfobia, o professor explica que são casos parecidos como impedir que uma pessoa LGBTI acesse algum espaço público.

Já a professora Dayvi Santos, mestranda em Educação (UFPE), lembrou que as pessoas devem ser acostumadas a denunciar abusos, as vezes, difíceis de identificar. "Espaços como esse são bastante significativos, ainda mais quando pensamos na lacuna que existe na formação profissional de professores e professoras com relação ao debate de gênero e diversidade sexual", explica.

O diretor da secretaria de Políticas Sociais do Sindicato, Ivan Rui, ressaltou que é "preciso levar para as escolas este debate, encontros, seminários", disse. Rui ressaltou que o papel de conscientização não é só do Sindicato, senão, de toda a sociedade. "A pluralidade, o respeito às escolhas, é da natureza da escola. Precisamos estimular", lembrou.

O Dia Internacional da Luta contra a LGBTfobia é 17 de maio, uma data escolhida em alusão à decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1990, de retirar a homossexualidade de sua lista internacional de doenças.