Administrativos/as lutam pela incorporação da gratificação e mudança na jornada de trabalho

 


Os/as funcionários/as administrativos/as que participaram da Plenária, nessa sexta-feira (27), fizeram da oportunidade um momento de discussão proveitosa e produtiva sobre o futuro do segmento. Os presentes tiraram dúvidas, propuseram iniciativas, refletiram sobre a atuação do Sintepe e reivindicaram ações para o segmento. A reunião foi conduzida pelo diretor João Alexandrino e contou com a participação do diretor João Agripino, que tirou dúvidas acerca do Sassepe.

Um dos primeiros temas a ser discutido foi a Reforma do Plano de Cargos e Carreira, que está em fase de construção. Segundo o diretor João Alexandrino, é preciso ter em mente uma reflexão: o PCC está na Lei, mas contempla o segmento? O que fazer para contemplar? Para o diretor, mobilizar o segmento é fundamental para que a discussão tenha a participação de todos os/as funcionários/as administrativos/as.

De acordo com a direção do Sintepe, as questões conceituais (o que é cargo, as atribuições e as funções dos cargos) foram concluídas e serão encaminhadas ao governo. Na proposta de reformulação, a escolaridade exigida para Auxiliar Administrativo será o Fundamental Completo, e o acesso para o Assistente Administrativo será o Ensino Médio. A próxima etapa será a formação das matrizes que, depois de ser concluída, deverá ser ponto de discussão entre o Sintepe e o governo. Os critérios das matrizes serão pontos de discussão nessa reunião. Para João Alexandrino, é extremamente importante que o PCC seja concluído, pois o Profuncionário está dentro do Plano e só com sua conclusão o Profuncionário cumprirá seu objetivo.

A Plenária discutiu ainda a mudança de jornada de seis para oito horas para funcionários/as administrativos. De acordo com os representantes da direção, existem atualmente 255 profissionais que atuam em uma jornada de seis horas. A questão é que esses profissionais, muitas vezes, trabalham por mais de oito horas e recebem por seis. “Os profissionais são comprometidos e têm consciência da sua função na unidade escolar e acabam trabalhando mais e recebendo menos”, explicou João Alexandrino. Os funcionários concordaram com a afirmativa e acrescentaram que essa realidade é recorrente, principalmente em período de matrícula. “A gente trabalha, às vezes, com apenas um profissional na unidade escolar em época de matrícula. Trabalhamos dobrado”, afirmou um dos presentes.

A direção do Sintepe compartilhou com o grupo algumas estratégias pensadas para conquistar a mudança da jornada, mas essas estão sendo amadurecidas com o conjunto dos diretores e também com a Secretaria para Assuntos Jurídicos e de Legislação.

Sobre a Campanha Salarial Educacional 2019, o Sintepe explicou que o governo só tem dado à Educação o percentual de acordo com a Lei do Piso. Durante a negociação, o governo pontuou que os/as funcionários/as não estão dentro do guarda-chuva da Lei do Piso e, por isso, foi concedido ao segmento uma gratificação. Entretanto o Sintepe se compromete em lutar pela incorporação dessa gratificação, uma vez que os/as aposentados/as também receberam o valor nominal o que dá margem para a incorporação.

Como encaminhamento, a plenária decidiu por uma reunião com a Secretaria Estadual de Educação (SEE) no dia 11 de outubro para a discussão com o governo. Entretanto, diante da proximidade e dos preparativos com a festa dos/as trabalhadores/as em educação - agendada para o dia 12 de outubro-, a direção remarcará a reunião com a SEE para uma nova data.