Sintepe reflete práticas e ações para 2020 no Conselho Estadual de Representantes



O Sintepe realizou, entre os dias 11 e 13 de dezembro, o Conselho Estadual de Representantes (CER) no Hotel Canariu's, em Gravatá. O evento, que cumpre uma deliberação estatutária, dedicou seu primeiro dia à formação dos/as funcionários/as do Sindicato. Por meio de dinâmicas, o grupo discutiu pontos importantes sobre a boa comunicação, o autoconhecimento, a importância da colaboração e a empatia.  

 

No segundo dia, o Conselho realizou uma mesa com os advogados Danilo Miranda e Andrielly Gutierrez, integrantes da Assessoria Jurídica do Sintepe, que repassaram informes sobre a Lei 830/2019, o Projeto de Lei Funafin, de Lei Contratos Temporários, Precatórios do Fundef, Cursos subsequentes das Escolas Técnicas Estaduais, Permanência das aulas de Espanhol na rede estadual, a multa da Greve de 2015, Isonomia, Processos do IPSEP e esclarecimentos sobre o novo Fundeb.

Como forma de compartilhar informações sobre essas e outras ações do Sintepe, a Secretaria para Assuntos Jurídicos e de Legislação construirá um canal de diálogo com a categoria por meio de vídeos nas nossas redes sociais. A proposta começará a ser feita em 2020. O atendimento presencial continua nas terças e quintas-feiras, das 14h às 18h, e às quartas-feiras, das 9h às 12h, e, durante a semana, a categoria pode solicitar atendimento. Para agendar, o número de telefone é o (81) 2127.8856/8857.



À tarde, os/as conselheiros/as discutiram o Cenário Econômico de Pernambuco a partir dos dados trazidos pela supervisora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Jaqueline Natal. Durante sua palestra, ela destacou dados sobre o PIB mundial, o PIB brasileiro e a reversão do papel do Estado a partir de 2016 com a implementação radical de uma política neoliberal e de desmonte do papel do Estado e a mercantilização dos direitos sociais.

Segundo Jaqueline Natal, não há no atual governo uma política interna que priorize investimentos que dinamizem a economia e, portanto, a força interna brasileira tem sido o fator que feito a economia reagir, ou seja, a população come, se locomove, contrata serviços e movimenta a economia. De acordo com a análise, há um baixo crescimento econômico no Brasil que prejudica a classe trabalhadora, pois o número de trabalho desprotegido, ou seja, sem carteira assinada e/ou por conta própria tem aumentado em detrimento do trabalho protegido (servidores públicos e com carteira assinada).



Em seguida, o professor Heleno Araújo, Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), refletiu sobre a dificuldade de a educação dialogar com a sociedade brasileira. “Não estamos conseguindo barrar esse discurso falso que a educação pública não presta”, explicou. Heleno Araújo recordou as manifestações feitas nos dias 15 e 30 de maio, que reuniram muita gente, mas as mobilizações feitas em junho e agosto não tiveram um grande impacto. “Como enfrentar o desafio para que a comunidade marche conosco nessa luta?”, provocou.

O Presidente da CNTE destacou o movimento empresarial em parceira com o Governo Federal de desmontar a Educação Pública e exemplificou o movimento empresarial pela BNCC e o Colabora Educação. Em um primeiro momento, a ideia pode parecer boa, mas esse envolvimento esconde o escoamento de dinheiro público para empresas privadas e não deixa claro que a população perde a capacidade de decidir sobre a Educação, uma vez que cresce o número de empresas privadas no setor. “Ou envolvemos toda comunidade escolar para termos em nossas mãos o processo o processo democrático ou o governo vai empurrar a política de cima para baixo”, finalizou Heleno Araújo, parafraseando Paulo Freire, Patrono da Educação brasileira. No terceiro dia de reunião, a discussão teve como foco as ações para 2020 e o planejamento orçamentário do Sindicato.