Desmontes e retrocessos são temas debatidos em live pelo Sintepe

 

Um debate quente foi a marca da marca da Live do Sintepe da última quinta-feira (25/6), que teve como tema “Os Retrocessos na Educação no Governo Bolsonaro”. A conversa online contou com a presença da deputada federal Marília Arraes (PT/PE); da professora e atual integrante da coordenação da secretaria de educação de Camaragibe, Malu Aléssio; da educadora e diretora do Sintepe, Séphora Freitas (mediação) e da intérprete de libras Cecília Gomes.


 

“Estamos no meio de uma pandemia sem direção e em todos os ângulos que a gente analisa há caos. É muito desesperador e nós não podemos perder a esperança”. Foram com essas palavras que Malu Aléssio iniciou sua fala. Ainda na afirmação da educadora, são os movimentos sociais que terão força para que o Brasil retome a linha do crescimento.


Já a deputada federal enfatizou analisou as condições que alçaram Bolsonaro presidente do Brasil. “Desde o início que sabíamos que nada disso seria uma surpresa. Tudo que está acontecendo já era uma tragédia anunciada. Bolsonaro com sua postura com mais de 30 anos não deixa ninguém surpreso, não somente no momento de pandemia, mas desde o início do seu desgoverno”, destacou Marília Arraes.


Na visão da parlamentar, a educação foi uma das áreas mais alvejadas no governo Bolsonaro, apelidado pela petista como “usina de desmonte”. O corte de bolsas e a política de acabar com os números de cotas são alguns exemplos que mostram que o objetivo é acabar e atingir a educação.


Por sua vez, a mediadora da live, Séphora Freitas, chamou atenção para que todos voltassem alguns anos e recordassem o cenário que o presidente Bolsonaro encontrou na educação. “Foram muitas políticas públicas que marcaram avanços na educação brasileira”, afirmou Freitas. Foram criadas 18 novas universidades, 173 novos campis acadêmicos, o ensino superior gratuito foi levado para todo o interior do país. E com o Programa Universidade para Todos (Prouni) ampliamos o acesso a rede privada", disse.


A conversa digital mencionou diversos avanços que a educação brasileira começou a ter a partir dos anos 2000, principalmente nas gestões dos presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos pelo PT. Todas as participantes foram unânimes em afirmar que teria que essas conquistas e benefícios caberiam perfeitamente em uma live, pois foram muitas vitórias no setor educacional.


Em dado momento do debate falou-se nas trocas de ministros da Educação, e que para quem acredita que o governo federal não tenha projetos, as debatedoras enfatizaram que existe sim projetos governamental, que é o desmonte de tudo que foi criado pelos mencionados presidentes anteriores. Também foi citada a aprovação do Fundeb, que no momento de pandemia e isolamento social acaba tornando-se algo mais difícil de acontecer.


De acordo com Marília Arraes, o fascismo começou a ser gestado no Brasil no ano de 2014, no período das eleições presidenciais contra a candidata Dilma Rousseff (PT) até chegar no golpe, que resultou no seu impeachment. “O que está sendo destruído não é o que foi feito por governos anteriores, mas sim a luta de um povo”, garantiu.


Ao fim de todas as falas e contribuições oferecidas pelas debatedoras, assim como intervenções da mediação, cada uma a seu modo discursou nas considerações finais acerca do que acreditam e esperam para os próximos tempos de política no Brasil. “A história mostra quem tá do lado certo e a história irá retratar Bolsonaro nas piores páginas dos seus livros. Apesar de toda a situação difícil não podemos ficarmos pessimistas. 2020 é uma oportunidade para defendermos uma ideia de país que agente acredita”, finalizou Arraes.


“Vai ser uma página vergonhosa na história do Brasil, de como um povo chegou a eleger um governo desse. É isso que acredito que entrará para a história. É um choque para o mundo inteiro ver o país chegar numa situação dessa”, lamentou Aléssio.



TEXTO: Ernandes Tavares

 

EDIÇÃO: Jônatas Campos