Coluna do Sintepe: Voltar às aulas, só com total segurança

A possibilidade do anúncio de retorno às atividades presenciais nas escolas de Pernambuco foi assunto muito discutido na semana que se encerrou. 

O Sintepe se posicionou através da imprensa e de suas redes sociais no sentido de que não há ambiente seguro para o retorno das atividades presenciais.

O Sindicato orientou a base para se pautar pelas informações de sua entidade representativa. No caso, o Sintepe alerta que o grande número de publicações, muitas falsas, perturbam a categoria, geram conflitos, provocam ansiedade e instabilidade emocional.

No âmbito do serviço público, o Sintepe está participando, através do Fórum dos Servidores, coordenado pela CUT Pernambuco, de discussão sobre protocolo para quando de um possível retorno, que ainda não tem data definida, venha a ser anunciado. Além do debate mais amplo, o Sintepe vem discutindo também especificamente com a Secretaria de Educação.

Nas discussões, o Sindicato deixa claro que, na sua análise, há uma distância muito grande entre o que está escrito nesses protocolos do Governo, seja no geral ou no específico, e a realidade presente na maioria das escolas da rede pública estadual.

A preocupação e os questionamentos do Sindicato não se limitam aos problemas e riscos da contaminação somente dentro dos locais de trabalho. O deslocamento de casa para escola e da escola para casa é outro grave problema e com sérios riscos. O transporte coletivo no Recife, na Região Metropolitana e nos municípios do interior, visivelmente, não oferece o mínimo de distanciamento.

Os estudantes (crianças, adolescentes, jovens e até adultos), em um possível retorno, serão vetores, levando e trazendo o vírus, com ampla possibilidade de contaminação de familiares e/ou de membros da comunidade escolar.

O quadro é bastante complexo! Manter o canal de discussão com o Governo, ampliando o diálogo social e envolvendo mais entidades e instituições no debate é de fundamental importância para os caminhos a serem seguidos nesse turbulento período de pandemia.

A nossa posição diz respeito à vida como prioridade! Não há negociação que coloque em risco a vida de trabalhadores e trabalhadoras em educação e estudantes. Não vamos concordar com o fato de que haja a primeira morte entre trabalhadores em educação ou estudantes para que a decisão de manutenção de suspensão das aulas seja mantida. Vamos evitar, sim, que aconteçam esses fatos. Voltar as aulas, só com total segurança!