Conselheiros do Sintepe discutem cenário político estadual


O Conselho de Representantes continua analisando o contexto político e, nesta quinta-feira (12), o debate se concentrou no campo estadual. A primeira mesa foi formada por representantes das forças que compõe a direção do Sintepe: Articulação Sindical (ARTSIND), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Articulação de Esquerda (AE).

O primeiro a refletir sobre o contexto político estadual foi o diretor de Imprensa do Sintepe, Zélito Passavante (CTB). Em sua fala, Passavante classificou o contexto político nacional como difuso e confuso. Para o diretor, o estado de Pernambuco traz referências desse cenário, uma vez que líderes estaduais fizeram alianças com a esquerda, mas votaram contra trabalhadores no âmbito nacional e existiram ainda partidos a favor do golpe que estão se reorganizando politicamente. Para o sindicalista, o campo da esquerda deve estar atento a essas dinâmicas e pontuou que a esquerda deve se concentrar em um projeto único e eleger representantes que tenham compromisso com o povo brasileiro.

Continuando o debate sobre a Conjuntura Estadual, Antônio Zico (AE) falou sobre a mudança do bloco de esquerda em Pernambuco que era constituído pelos partidos PT, PC do B e PSB. Durante o impedimento de Dilma, o PSB não só se aliou aos golpistas como participou ativamente das votações contra os trabalhadores. Esse mesmo PSB que se coloca como exemplo de gestores em sua propaganda, é apático e não tem tido competência para resolver as questões locais. O Piauí, por exemplo, tinha o pior salário para professores e hoje é um dos melhores.

Além disso, o representando da Articulação de Esquerda pontuou que, no Governo Lula e Dilma, Pernambuco recebeu grandes empreendimentos que mudaram o perfil do estado e deu um pouco de dignidade às pessoas da Região Metropolitana e interior do estado. A deputada Teresa Leitão (PT/PE) concorda que o estado de Pernambuco teve uma agenda positiva na Gestão Lula e Dilma, mas lembrou da então aliança com Eduardo Campos.

No campo da Educação, Teresa Leitão pontuou que os trabalhadores em Educação na greve de 1979 tiveram o entendimento de como a Educação política é indutora de transformação social ou manutenção do status. O que o golpe fez?, questionou Leitão. “O golpe entregou a pasta da Educação para uma pessoa que não entende de Educação e que transformou o MEC em um campo de batalha entre o DEM e o PSDB”, resumiu. Atualmente, o Ministério da Educação é usado como um elemento de controle, tem destruído as instâncias de participação popular e aprovado leis de natureza neoliberal, como a Reforma do Ensino Médio.

No campo estadual, há uma desvalorização do Plano de Cargos e Carreiras e o desrespeita ao Estatuto do Magistério. Durante sua análise, Teresa Leitão apresentou as emendas propostas pela Comissão de Educação ao Projeto de Lei Complementar n° 1410/2017 que alterou a Lei Complementar n° 125/2008, que trata da Política de Educação Integral, e o Projeto de Lei Complementar n° 1412/2017, que cria o Programa de Educação Integrada e parabenizou a adesão do Fórum Estadual de Educação de Pernambuco ao Fórum Nacional de Educação Popular como uma forma de resistência.