Feminismo em Marcha para Mudar o Mundo!

Aconteceu no dia 13 de julho, no Sintepe,  o 5º encontro de preparação para a 9ª Ação Internacional para a Marcha Mundial das Mulheres (M.M.M), que acontece no mês de agosto no Estado de São Paulo, com a participação de 98 países.

A Marcha está presente em mais de 164 países e o Sintepe junto com a Central Única das/os Trabalhadoras/es – CUT/PE, participa deste movimento que tem como bandeiras de luta, o fim da violência contra as mulheres, a legalização do aborto, a construção de políticas públicas que garantam uma sociedade digna para homens e mulheres .

No encontro, tivemos duas mesas, uma pela manhã, onde, as companheiras Nicole Geovana e Nathália Diogenes, da Marcha debateram sobre o aborto como uma questão de saúde pública, mostrando que as mulheres estão morrendo nas clínicas clandestinas por não terem o direito de procurar o serviço de saúde para interromper a gravidez em período seguro e com atendimento correto e digno, falaram também dos maus tratos que essas mulheres sofrem quando precisam recorrer a hospitais públicos por conta de um aborto mau sucedido.

No período da tarde, a companheira Beth Amorim, do Grupo Cactos, falou sobre o fundamentalismo religioso, como as religiões interferem nas decisões sobre os corpos das mulheres e a interferência da bancada evangélica nas políticas que são construídas para a emancipação das mulheres, no direito delas decidirem sobre a sua vida, assim, colocando em risco todos os avanços que as mulheres historicamente conquistaram pagando com a própria vida e através de muita luta.

O encontro foi animado pela batucada feminista da Marcha Mundial das Mulheres que cantaram palavras de ordem e falaram sobre a luta feminista. Batucada essa que começou no Brasil, no Estado do Rio Grande do Norte e foi adotada pelos outros países que compõem a Marcha.

O trabalho foi finalizado com uma feirinha para arrecadar dinheiro e ajudar nas despesas das mulheres que irão participar da Marcha em São Paulo.
   
No final, saímos todas satisfeitas e conscientes da responsabilidade em participar da Marcha Mundial das Mulheres.

Seguiremos em Marcha até que Todas Sejamos Livres!