Roda de conversa trata da saúde da mulher e mortalidade materna

Educadoras participaram na tarde desta sexta-feira (30), de uma roda de conversa sobre o tema: "Saúde da Mulher e Mortalidade Materna", no auditório do Sintepe. O debate foi realizado com a diretora de políticas públicas do Sindsep, Lindinere Ferreira. A atividade foi realizada pela Secretaria de Gênero do Sintepe.

Ferreira destacou que nos primeiros meses de gestação, a mulher necessita tratar com prioridade os exames que precisam ser feitos, por exemplo o Pré-Natal (garantido por lei), exames de sangue e outros que podem descobrir se existe o risco dela durante a gestação desenvolver a pressão alta, diabetes e infecção urinária. A sindicalista lembrou ainda a importância de na gestação, a mulher se dedicar a algum tipo de atividade física para minimizar as diversas alterações hormonais, além dos benefícios que os novos hábitos poderão trazer para vida da mãe e do bebê.

Partindo do entendimento que é o casal que engravida, o papel do homem no processo tem um enorme grau de significação "A mulher precisa permitir que durante a gestação, o pai também escolha os produtos do enxoval. Precisamos transformar a cultura", sublinhou. Além da participação masculina durante o processo, Ferreira ainda enfatiza a necessidade da ampliação do horário de atendimento nos Postos de Saúde, nas UPAS, nos Hospitais para que a mulher tenha mais tempo para fazer os exames durante a gravidez. Após ouvir os relatos de quem participou da roda de conversa e após também ser vítima de casos que ferem a prática humana, a sindicalista, mãe e avó finaliza pontuando que o índice de mortalidade materna é fruto, sobretudo da desumanização.

A roda de conversa marcou duas datas importantes, o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional pela redução da morte materna, os dois comemorados no dia 28 de maio.

História do Pacto Nacional pela Redução pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal tem por objetivo articular os atores sociais, historicamente mobilizados em torno da melhoria da qualidade de vida das mulheres e crianças, no combate aos elevados índices de mortalidade materna e neonatal no Brasil, foi lançado no dia 8 de março de 2004, o Pacto já conta com a adesão de 27 estados. A redução da mortalidade materna é um desafio para os brasileiros, tendo em vista que essas mortes são evitáveis e atingem a população mais carente o que exige principalmente, atenção especial do poder público.

Foto: Williams Aguiar/Agência JC Mazella